Just feel it.

16 de janeiro de 2010

One more.

Mais uma, mais uma entrada no blog.
Mais um texto cheio de sentimento, de tristeza, de alegria, de saudade, de desprezo... Enfim, muitas coisas!
O que me vem à cabeça é o que guardo no coração, muitos sentimentos, de tudo um pouco. Mas, o que fala mais forte é o de alegria, pois neste momento não quero pensar em mais nada, só em alegrias, em sentimentos bons. Em sentimentos que não me deitem abaixo, pois já desperdicei de mais a minha vida com coisas más.
Desperdicei, mas fi-lo com o coração, porque quando gosto, gosto sempre de verdade. Gosto, entrego-me, dedico-me, tudo mesmo, mal me sinta amada. Senti-me amada, mas não o fui. Fui usada sim, mais que uma vez, por um homem que não vale nada, que não presta, que não tem coração. Que diz que gosta mas lá no fundo não sente nada. Que sabe manipular infelizmente, muito bem.
E eu fui parva, porque me tentaram abrir os olhos acerca dele, e eu não abri e caí no mesmo erro duas vezes, em confiar nele.
O meu pai e a minha avó, por duas vezes estiveram no meu lado e me protegeram, e eu, pelas duas vezes fui egoísta e só pensei em mim, e no que seria bom (ou não) para mim. Pensava que aquilo era amor, que aquilo era verdadeiro, e estava completamente cega, pois só via o lado bom, não o mau.
Na segunda vez que confiei nele ia perdendo a minha família, e se isso acontecesse, eu acabava com a minha vida ali, pois agora percebo o quão a minha família é importante, e que acima de tudo é ela que está do nosso lado. Não são nem os amigos, e muito menos os namorados, mas sim a nossa família.
Mas, na nossa família há pessoas boas e más, que nos ajudam mais ou menos.
A pessoa que me ajudou mais, até hoje, e a quem eu dava a vida por ela, e não a substituía por ninguém é a Mamy.


Para ti, Mamy: Desculpa tudo o que eu fiz até hoje. Fui parva, por vezes egoísta mas sem a intenção de o ser. A única coisa que eu precisava era de carinho, afectos, de alguém que gostasse de mim, não pelo que sou por fora, mas sim por dentro. Não por ser pobre nem rica, mas sim por ser eu mesma.
Tenho muito amor para dar, sabes disso, e ele apanhou-me numa situação difícil, numa situação que eu não sabia bem o que estava a fazer. Pensava que ele era verdadeiro, que não me ia magoar nem desiludir, que ia ser diferente. Por ser mais velho, por parecer que tinha sentimentos também, e que já tinha sofrido pelas mesmas razões que eu, que tinham pegado no coração dele e tinham deitado no lixo. Pensava isso.
Se calhar, até o fizeram, mas é bem feita. É bem feita, pois rapazes como ele não merecem nada!
Eu agradeço-te acima de tudo pelo que fizeste por mim, pois fizeste coisas por mim que ninguém o sabia fazer. Deste-me o carinho que ninguém deu, foste a mãe e o pai que eu nunca tive e fizeste-o perfeitamente.
Podias ter errado, em alguma coisa. Mas não! Sempre agiste bem comigo, bem de mais até, pois outra pessoa qualquer tinha-me abandonado e tinha-me deixado como eu estava. Qualquer outra pessoa teria desistido, porque como sabes, não foi a primeira vez que eu errei.
Mas foste e ainda és uma GRANDE MÃE, GRANDE AVÓ E GRANDE MULHER.
Parvos aqueles que não te dão valor, e que metem outras coisas à frente.
Tu tens valor, vales mais que ouro, que uma pedra preciosa ou um diamante, que a coisa mais valiosa à face da Terra.
Vales tudo.

Isto tudo para dizer-te um obrigada, um obrigada do fundo do coração.

Gosto muito de ti, muito mesmo Mamy.


E hoje fico por aqui, amanhã vou visitar a minha mãe, a Lisboa, talvez escreva, talvez não.

*

1 comentário:

  1. Quem te Viu e quem te Vê...
    Nunca te tinha visto escrever assim..Com o coração,como se cada letra fosse um batimento ora de tristeza ora de felicidade.Espero que consigas ultrapassar esse mau momento e que consigas achar felicidade no meio de isto tudo.
    Nunca desistas e nunca deixes de lutar por aquilo que mais procuras,se caires e precisares de uma mão amiga para levantar cá estarei.

    Abraço =)
    H. Bandeira

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